História dos ciganos

Posted segunda-feira, 22 de agosto de 2011 by ercy
HISTÓRIAS E LENDAS CIGANAS

por Edmundo Pelizari

“Águia voa alto, mas com as asas cortadas, não passa de galinha grande.” (provérbio cigano)

Em 1987 eu viajava pelo sertão da Bahia, onde colhia material de estudo e reencontrava alguns irmãos da grande tradição da Jurema Sagrada (Catimbó). No povoado de Quiçé conheci Seu Manuel Ferrer, um raizeiro e benzedor.

Tio Manolo, como também era chamado, nasceu cigano de mãe e vaqueiro de pai, como dizia. Depois de uma vida atribulada, mergulhou sertão adentro, onde aprendeu os mistérios das raízes com Dona Maria Tiana, uma santa curandeira.

O contato com este personagem magnífico, me proporcionou as duas lendas que aqui reproduzo. Como são materiais inspiracionais, recomendo que os leitores não se preocupem com o sentido histórico ou a legitimidade cultural. Não é com a mente que as lendas são compreendidas, é com o coração.

O CIGANO JACÓ E O NAZARENO

“O galo pode cantar quanto quiser, mas nunca porá ovos”. (provérbio cigano)

- Jacó era um ferreiro cigano e passava por Jerusalém no tempo de Jesus. Sua comitiva estava parada perto da cidade santa, quando o Mestre foi preso e julgado. Os romanos preparavam o suplício e precisavam de gente para trabalhar. Nenhum carpinteiro ou ferreiro judeu, quis fazer a cruz ou fundir os cravos de ferro. Daí, que os carrascos romanos obrigaram Jacó, sob ameaça da espada, a fazer os três cravos da crucificação, dois para as mãos e um para os pés. Jacó sabia que Jesus era um justo, por isso amaldiçoou os romanos, predizendo a destruição de Roma por sua ganância e violência. Os algozes também obrigaram ele a pregar o Mestre no madeiro. Ele fez isto chorando e pedindo ao Mestre perdão. O nazareno, envolto na dor, disse ao cigano que não se preocupasse, pois o seu povo era nobre e fiel. Disse também que seriam todos agraciados, pela presença de uma virgem que viria do mar. Desde então, os ciganos passaram a esperar pela virgem e caminhar por todo o canto do Oriente e do Ocidente. Até que um dia, apareceu Santa Sara, a virgem negra. Era o dia 25 do mês de maio. Por isso, os ciganos são devotos de dois santos: a prometida Santa Sara e São Jorge, o patrono dos ferreiros.

EXÚ LERÚ O MOURO CIGANO

“Cachorro correndo sozinho se acha o mais veloz do mundo”.

(provérbio cigano).

- Dona Maria me contou que o Exú Cigano, foi um cigano mourisco que se chamava Lerú. Ele chegou ao Brasil, junto com outros escravos da África e por aqui viveu. Como sabia ler, foi vendido para o dono de grandes armazéns, que o colocou como chefe. Muito esperto, Lerú começou a ajudar muita gente, que como ele, estava naquela triste situação. Ajudou tanto, mesmo correndo risco de vida, que um velho Tata africano lhe iniciou no culto. Ele foi o primeiro cigano a entrar na religião dos negros ! Então, depois que desencarnou, passou a trabalhar nas rodas e reuniões que ainda eram escondidas. Dizem que a primeira vez que deu seu nome, foi numa gira no Rio de Janeiro. Daí ganhou o apelido de Exú Cigano.

Seu Manuel fazia a distinção entre os espíritos ciganos da “Direita” e os exús ciganos da “Esquerda”. Para ele, Exú Cigano era o líder de outros ciganos que passaram pela Jurema ou outro culto afro-brasileiro em vida.

Na Jurema ou Catimbó, o líder dos espíritos ciganos é Mestre João Cigano. Perguntei a Tio Manolo se ele conhecia outros nomes de espíritos ciganos, chefiados por Exú Cigano.

- Tem o Exú Cigano do Oriente, Exú Cigano do Circo, Exú Cigano Calão (da Tribo Calon), Exú Cigano da Praça e Seu Giramundo Cigano (não confundir com o Exú Giramundo).

Segundo ele, tem também as Pombas Giras Ciganas, com suas histórias, lendas e magias. Porém, vamos deixar este interessante tema para outra edição do Jornal.

Salve o Povo Cigano !

Mãe Menininha do Gantois

Posted sexta-feira, 8 de julho de 2011 by ercy
Maria Escolástica da Conceição Nazaré (Salvador, Bahia, 10 de fevereiro de 1894 - 13 de agosto de 1986), conhecida como Mãe Menininha do Gantois, foi uma Iyálorixá (mãe-de-santo) brasileira, filha de Oxum.

Biografia

Nasceu em 10 de fevereiro de 1894, dia de Santa Escolástica, na Rua da Assembléia, entre a Rua do Tira Chapéu e a Rua da Ajuda, no Centro Histórico de Salvador, Mãe Menininha teve como pais Joaquim e Maria da Glória.

Foi a quarta Iyálorixá do Terreiro do Gantois e a mais famosa de todas as Iyálorixá brasileiras. Sucessora de sua mãe, Maria da Glória Nazareth, foi sucedida por sua filha, Mãe Cleusa Millet.

Descendente de escravos africanos, ainda criança foi escolhida para ser Iyálorixá do terreiro Ilê Iyá Omi Axé Iyamassê, fundado em 1849 por sua bisavó, Maria Júlia da Conceição Nazaré, cujos pais eram originários de Agbeokuta, sudoeste da Nigéria.

O terreiro, que inicialmente funcionava na Barroquinha, na zona central de Salvador, foi posteriormente, foi transferido para o bairro da Federação, instalando-se em terreno arrendado aos Gantois - família de traficantes de escravos e proprietários de terras de origem belga - pelo cônjuge de Maria Júlia, o negro alforriado Francisco Nazareth de Eta.Situado num lugar alto e cercado por um bosque, o local de difícil acesso era bem conveniente numa época em que o candomblé era perseguido pelas forças da ordem. Geralmente, os rituais terminavam subitamente com a chegada da polícia.

Maria Escolástica foi apelidada Menininha, talvez por seu aspecto franzino. “Não sei quem pôs em mim o nome de Menininha… Minha infância não tem muito o que contar… Agora, dançava o candomblé com todos desde os seis anos”.

Foi iniciada no culto dos orixás de Keto aos 8 anos de idade por sua tia-avó e madrinha de batismo, Pulchéria Maria da Conceição (Mãe Pulchéria), chamada Kekerê - em referência à sua posição hierárquica, Iyá kekerê (Mãe pequena). Menininha seria sua sucessora na função de Iyalorixá do Gantois. Com a morte repentina de Mãe Pulchéria, em 1918, o processo de sucessão foi acelerado. Por um curto período, enquanto a jovem se preparava para assumir o cargo, sua mãe biológica, Maria da Glória Nazareth, permaneceu à frente do Gantois.

"Minha avó, minha tia e os chefes da casa diziam que eu tinha que servir. Eu não podia dizer que não, mas tinha um medo horroroso da missão (...): passar a vida inteira inteira ouvindo relatos de aflições e ter que ficar calada, guardar tudo para mim, procurar a meditação dos encantados para acabar com o sofrimento."

Em 1922, através do jogo de búzios, os orixás Oxóssi, Xangô, Oxum e Obaluaiyê confirmaram a escolha de Menininha, então com 28 anos. Em 18 de fevereiro daquele ano, ela assume definitivamente o terreiro. "Quando os orixás me escolheram eu não recusei, mas balancei muito para aceitar", contava.

A partir da década de 1930, a perseguição ao candomblé vai arrefecendo, mas uma Lei de Jogos e Costumes, condicionava a realização de rituais à autorização policial, além de limitar o horário de término dos cultos às 22 horas. Mãe Menininha foi uma das principais articuladoras do término das restrições e proibições. "Isso é uma tradição ancestral, doutor", ponderava a ialorixá diante do chefe da Delegacia de Jogos e Costumes. "Venha dar uma olhadinha o senhor também."

Mãe Menininha abriu as portas do Gantois aos brancos e católicos - uma abertura que, em muitos terreiros, ainda é vista com certo estranhamento. Mas afinal, a Lei de Jogos e Costumes foi extinta em meados dos anos 1970. "Como um bispo progressista na Igreja Católica, Menininha modernizou o candomblé sem permitir que ele se transformasse num espetáculo para turistas", analisa o professor Cid Teixeira, da Universidade Federal da Bahia.

Nunca deixou de assistir à missa e até convenceu os bispos da Bahia a permitir a entrada nas igrejas de mulheres, inclusive ela, vestidas com as roupas tradicionais do candomblé.

Aos 29 anos, Menininha casou-se com o advogado Álvaro MacDowell de Oliveira, descendente de escoceses. Com ele teve duas filhas, Cleusa e Carmem. “Meu marido, quando me conheceu, sabia que eu era do candomblé… A gente viveu em paz porque ele passou a gostar de Candomblé. Mas, quando fui feita Iyalorixá, passamos a morar separados. No meu terreiro, eu e minhas filhas. Marido não. Elas nasceram aqui mesmo”.

Em uma entrevista à revista IstoÉ, mãe Carmem conta que ela adorava assistir telenovelas, sendo que uma de suas preferidas teria sido Selva de Pedra.Era colecionadora de peças de porcelana, louça e de cristais, que guardava muito zelo. Não bebia Coca-Cola, pois certa vez lhe disseram que a bebida servia para desentupir os ralos de pias, e ela temia que a ingestão da bebida fizesse efeito análogo em si.

Mãe Menininha do Gantois faleceu de causas naturais, aos 92 anos de idade.

Homenagens

O terreiro está localizado na rua Mãe Menininha do Gantois (antiga rua da Boa Vista, renomeada em 1986),[3] no Alto do Gantois, bairro da Federação, em Salvador. Após a sua morte, seus filhos deixaram seu quarto intacto, com seus objetos de uso pessoal e ritualísticos. O aposento foi transformado no Memorial Mãe Menininha e é uma das grandes atrações do Gantois.




— Ederaldo Gentil e Anísio Félix. "In-Lê-In-Lá", 1976

In-Lê-In-Lá Lá Lá Ê, In-Lê-In-lá, Oilá
In-Lê-In-Lá Lá Lá Ê, In-Lê-In-lá

Os candomblés estão batendo, foguetes explodem no ar
Em louvor a Menininha, senhora, mãe e rainha do Gantois
Pelo seu aniversário de cinquentenário de Ialorixá (3x)
Ôôô, ÔôÔôôÔô, salve mamãe Oxum, salve meu pai Xangô (2x)
Cinquentenário de batalhas, cinquentenário de fé
Desde quando recebeu os poderes de Maria dos Prazeres Nazaré
Sua vidência se alastrou, iaô iaô iaô ô (2x)
Sacerdotisa de uma raça, rainha de uma nação,
na luta na defesa dos descrentes, ela sempre estendeu suas mãos
Hoje os candomblés estão batendo a seu nome venerar
Ia-mi-mojubá, salve o seu axé, seu candomblé do Alto do Gantois (2x)

In-Lê-In-Lá Lá Lá Ê, In-Lê-In-lá, Oilá
In-Lê-In-Lá Lá Lá Ê, In-Lê-In-lá


A beleza do mundo, hein
Tá no Gantois
E a mãe da doçura, hein
Tá no Gantois...
— Dorival Caymmi. "Oração de Mãe Menininha", 1972.

Referências

↑ União de Cultura Negra em Santa Catarina - Uniafro. Dados biográficos.
↑ Fundação Gregório de Mattos. Salvador - Cultura Todo Dia.
↑ a b Mãe Menininha do Gantois: uma biografia, por Cida Nóbrega e Regina Echeverria, pp. 19, 279. Salvador: Corrupio; Rio de Janeiro : Ediouro, 2006.
↑ Ministério da Cultura. Fundação Cultural Palmares. Mãe Menininha do Gantois, história de amor pelos orixás e pela Bahia, por Oscar Henrique Cardoso.
↑ Mãe Menininha. Cultura Black, 8 de abril de 2010.
↑ a b Mãe Menininha do Gantois - O Brasileiro do Século, categoria "Religião" - IstoÉ (visitado em 3-3-2009)

No ano de 1976, foi homenageada pela Escola de Samba carioca Mocidade Independente de Padre Miguel, com o enredo "Mãe Menininha do Gantois", do carnavalesco Arlindo Rodrigues. O samba foi interpretado pela cantora Elza Soares e o puxador Ney Vianna:

Já raiou o dia A passarela vai se transformar Num cenário de magia Lembrando a velha Bahia E o famoso Gantois

Arerê, arerá Candomblé vem da Bahia Onde baixam os orixás

Oh, meu pai Ogum na sua fé Saravá Nanã e Oxumaré Xangô, Oxossi Oxalá e Yemanjá Filha de Oxum Pra nos ajudar Vem nos dar axé Com os erês dos orixás Oh, minha mãe Menininha Vem ver, como toda cidade Canta em seu louvor com a Mocidade

A agremiação ficou em terceiro lugar e Mãe Menininha, apesar da idade, se fez presente e ajudou com o "pedido" de licença para realização do enredo, junto aos Orixás.

Bibliografia

Silveira, Renato da, Candomblé da Barroquinha, Editora: Maianga ISBN 8588543419
Herskovits, Melville J., The Human Factor in Changing Africa, 1962
Carneiro, Edison, Candomblés da Bahia, Editora Museu do Estado da Bahia, Salvador, 1948, 1954, Editora Martins Fontes 1961; ISBN 9788578270018
Verger, Pierre Fatumbi. Dieux D'Afrique. Paul Hartmann, Paris (1ª edição, 1954; 2ª edição, 1995). 400pp, 160 fotos em preto e branco, ISBN 2-909571-13-0.
Verger, Pierre Fatumbi, Notas Sobre o Culto aos Orixás e Voduns. 624pp, fotos em preto e branco. Tradução: Carlos Eugênio Marcondes de Moura EDUSP 1999 ISBN 85-314-0475-4

Curiosidades Sobre São Jorge

Posted terça-feira, 24 de maio de 2011 by ercy
História:De acordo com a lenda, Jorge teria nascido na antiga Capadócia, região do centro da Anatólia que, atualmente, faz parte da República da Turquia. Ainda criança, mudou-se para a Palestina com sua mãe após seu pai morrer em batalha. Sua mãe, ela própria originária da Palestina, Lida, possuía muitos bens e o educou com esmero. Ao atingir a adolescência, Jorge entrou para a carreira das armas, por ser a que mais satisfazia à sua natural índole combativa. Logo foi promovido a capitão do exército romano devido a sua dedicação e habilidade — qualidades que levaram o imperador a lhe conferir o título de conde da Capadócia. Aos 23 anos passou a residir na corte imperial em Nicomédia, exercendo a função de Tribuno Militar.

Nesse tempo sua mãe faleceu e ele, tomando grande parte nas riquezas que lhe ficaram, foi-se para a corte do Imperador. Jorge, ao ver que urdia tanta crueldade contra os cristãos, parecendo-lhe ser aquele tempo conveniente para alcançar a verdadeira salvação, distribuiu com diligência toda a riqueza que tinha aos pobres.

O imperador Diocleciano tinha planos de matar todos os cristãos e no dia marcado para o senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião declarando-se espantado com aquela decisão, e afirmou que os romanos deviam se converter ao cristianismo.





Ícone de São Jorge, Museu Cristão-Bizantino, Atenas
Brasão de Armas de Moscou, cidade que tem São Jorge como Padroeiro.Todos ficaram atônitos ao ouvirem estas palavras de um membro da suprema corte romana, defendendo com grande ousadia a fé em Jesus Cristo. Indagado por um cônsul sobre a origem dessa ousadia, Jorge prontamente respondeu-lhe que era por causa da Verdade. O tal cônsul, não satisfeito, quis saber: "O que é a Verdade?". Jorge respondeu-lhe: "A Verdade é meu Senhor Jesus Cristo, a quem vós perseguis, e eu sou servo de meu redentor Jesus Cristo, e Nele confiando me pus no meio de vós para dar testemunho da Verdade."

Como Jorge mantinha-se fiel ao cristianismo, o imperador tentou fazê-lo desistir da fé torturando-o de vários modos. E, após cada tortura, era levado perante o imperador, que lhe perguntava se renegaria a Jesus para adorar os ídolos. Todavia, Jorge reafirmava sua fé, tendo seu martírio aos poucos ganhado notoriedade e muitos romanos tomado as dores daquele jovem soldado, inclusive a mulher do imperador, que se converteu ao cristianismo. Finalmente, Diocleciano, não tendo êxito, mandou degolá-lo no dia 23 de abril de 303, em Nicomédia (Ásia Menor).

Os restos mortais de São Jorge foram transportados para Lida (Antiga Dióspolis), cidade em que crescera com sua mãe. Lá ele foi sepultado, e mais tarde o imperador cristão Constantino mandou erguer suntuoso oratório aberto aos fiéis, para que a devoção ao santo fosse espalhada por todo o Oriente.

Pelo século V, já havia cinco igrejas em Constantinopla dedicadas a São Jorge. Só no Egito, nos primeiros séculos após sua morte, construíram-se quatro igrejas e quarenta conventos dedicados ao mártir. Na Armênia, em Bizâncio, no Estreito de Bósforo na Grécia, São Jorge era inscrito entre os maiores santos da Igreja Católica.




Disseminação da devoção a São Jorge:
Castelo de São Jorge, Lisboa Na Itália, era padroeiro da cidade de Gênova. Frederico III da Alemanha dedicou a ele uma Ordem Militar. Desde Dom Nuno Álvares Pereira, o santo é reconhecido como padroeiro de Portugal e do Exército. Na França, Gregório de Tours era conhecido por sua devoção ao santo cavaleiro; o Rei Clóvis dedicou-lhe um mosteiro, e sua esposa, Santa Clotilde, mandou erguer várias igrejas e conventos em sua honra. A Inglaterra foi o país ocidental onde a devoção ao santo teve papel mais relevante.

O monarca Eduardo III colocou sob a proteção de São Jorge a Ordem da Jarreteira, fundada por ele em 1330. Por considerá-lo o protótipo dos cavaleiros medievais, o rei inglês Ricardo I, comandante de uma das primeiras Cruzadas, constituiu São Jorge padroeiro daquelas expedições que tentavam reconquistar a Terra Santa dos muçulmanos. No século XIII, a Inglaterra já celebrava o dia dedicado ao santo e, em 1348, criou a Ordem dos Cavaleiros de São Jorge. Os ingleses acabaram por adotar São Jorge como padroeiro do país, imitando os gregos, que também trazem a cruz de São Jorge na sua bandeira.

Ainda durante a Grande Guerra, muitas medalhas de São Jorge foram cunhadas e oferecidas aos enfermeiros militares e às irmãs de caridade que se sacrificaram ao tomar conta dos feridos de guerra.

As artes, também, divulgaram amplamente a imagem do santo. Em Paris, no Museu do Louvre, há um quadro famoso de Rafael, intitulado São Jorge vencedor do Dragão. Na Itália, existem diversos quadros célebres, como um de autoria de Donatello.

A imagem brasileira de São Jorge seria, possivelmente, de autoria de Martinelli.[1]

Padroeiro da Inglaterra: Não há consenso, porém, a respeito da maneira como teria se tornado padroeiro da Inglaterra. Seu nome era conhecido pelos ingleses e irlandeses muito antes da conquista normanda, o que leva a crer que os soldados que retornavam das cruzadas influíram bastante na disseminação de sua popularidade. Acredita-se que o santo tenha sido escolhido o padroeiro do reino quando o rei Eduardo III fundou a Ordem da Jarreteira, também conhecida como Ordem dos Cavaleiros de São Jorge, em 1348. De acordo com a história da Ordem da Jarreteira, Rei Artur, no século VI,colocou a imagem de São Jorge em suas bandeiras.[2] Em 1415, a data de sua comemoração tornou-se um dos feriados mais importantes do país.

Hoje em dia na Inglaterra, todavia, a festa de São Jorge comemorada todo dia 23 de abril tem tido menos popularidade ao longo das últimas décadas. Algumas rádios locais, como a BBC já chegaram a promover enquetes perguntando qual seria, de acordo com a opinião pública, o orago dos ingleses, e eis que o eleito foi Santo Alba. Muitos fatores contribuíram a isso. Primeiramente por ter sido substituído, segundo bula do Papa Leão XIII de 2 de junho de 1893, por São Pedro como padroeiro da Inglaterra — recomendação que perdura até hoje.

Posteriormente, pelas reformas do Papa Paulo VI, São Jorge foi rebaixado a santo menor de terceira categoria (segundo hierarquia católica), cujo culto seria opcional nos calendários locais e não mais em caráter universal. No entanto, a reabilitação do santo como figura de primeira instância, e arcanjo, lembrando a figura do próprio Jesus Cristo, pelo Papa João Paulo II em 2000, conferiu nova relevância a São Jorge. Atualmente, haja vista a grande popularidade e apelo turístico de festas como a escocesa St. Andrew's Day, a irlandesa St. Patrick's Day e mesmo a galesa St. Dave's Day, têm-se formado grande iniciativa de setores nacionalistas para que o St. George's Day volte a gozar da mesma popularidade entre os ingleses como antigamente.

Padroeiro de Portugal:Pensa-se que os Cruzados ingleses que ajudaram o Rei Dom Afonso Henriques a conquistar Lisboa em 1147 terão sido os primeiros a trazer a devoção a São Jorge para Portugal. No entanto, só no reinado de Dom Afonso IV de Portugal que o uso de "São Jorge!" como grito de batalha se tornou regra, substituindo o anterior "Sant'Iago!". O Santo Dom Nuno Álvares Pereira, Condestável do Reino, considerava São Jorge o responsável pela vitória portuguesa na batalha de Aljubarrota. O Rei Dom João I de Portugal era também um devoto do Santo, e foi no seu reinado que São Jorge substituiu Santiago como padroeiro de Portugal. Em 1387, ordenou que a sua imagem a cavalo fosse transportada na procissão do corpo de Cristo. Assim, séculos mais tarde, chegaria ao Brasil.

Padroeiro da Catalunha:A presença documental da devoção a São Jorge em terras catalãs remonta ao século VIII: documentos da época falam de um sacerdote de Tarragona chamado Jorge que fugiu para a Itália. Já no século X, um bispo de Vic tinha o nome de Jorge, e no século XI o abade Oliba consagrou um altar dedicado ao santo no mosteiro de Ripoll. Encontram-se exemplos do culto a São Jorge dessa época, na consagração de capelas, altares e igrejas em diversos pontos da Catalunha. Os reis catalães mostraram a sua devoção a São Jorge: Tiago I de Catalunha explica em suas crônica que foi visto o santo ajudando os catalães na conquista da cidade de Malorca; Pedro o Cerimonioso fundou uma ordem de cavalaria sob a sua proteção; Afonso, o Magnânimo dedicou-lhe capelas nos reinos da Sardenha e Nápoles.

Os reis e a Generalidade da Catalunha impulsionaram a celebração da festa de São Jorge por todas as regiões catalãs. Em Valência, em 1343, já era uma festa popular; em 1407, Mallorca celebrava-a publicamente. Em 1436, a Generalidade da Catalunha propôs, nas côrtes reunidas em Montsó, a celebração oficial e obrigatória de São Jorge; em 1456, as côrtes reunidas na Catedral de Barcelona ditaram uma constituição que ordenava a festa, inclusa no código das Constituições da Catalunha. As remodelações do Palácio da Generalidade (sede do governo catalão) feitas durante o século XV são a prova mais clara da devoção impulsionada por esse órgão público, ao colocar um medalhão do santo na fachada gótica e ao construir no interior a capela de São Jorge.

Lenda do dragão e da princesa
Imagem do santo localizada na Igreja de São Jorge no Centro do Rio de JaneiroBaladas medievais contam[3] que Jorge era filho de Lorde Albert de Coventry. Sua mãe morreu ao dá-lo à luz e o recém nascido Jorge foi roubado pela Dama do Bosque para que pudesse, mais tarde, fazer proezas com suas armas. O corpo de Jorge possuia três marcas: um dragão em seu peito, uma jarreira em volta de uma das pernas e uma cruz vermelho-sangue em seu braço. Ao crescer e adquirir a idade adulta, ele primeiro lutou contra os sarracenos e, depois de viajar durante muitos meses por terra e mar, foi para Sylén, uma cidade da Líbia.





Nesta cidade, Jorge encontrou um pobre eremita que lhe disse que toda a cidade estava em sofrimento, pois lá existia um enorme dragão cujo hálito venenoso podia matar toda uma cidade, e cuja pele não poderia ser perfurada nem por lança e nem por espada. O eremita lhe disse que todos os dias o dragão exigia o sacrifício de uma bela donzela e que todas as meninas da cidade haviam sido mortas, só restando a filha do rei, Sabra, que seria sacrificada no dia seguinte ou dada em casamento ao campeão que matasse o dragão.


Casamento de São Jorge e SabraAo ouvir a história, Jorge ficou determinado em salvar a princesa. Ele passou a noite na cabana do eremita e quando amanheceu partiu para o vale onde o dragão morava. Ao chegar lá, viu um pequeno cortejo de mulheres lideradas por uma bela moça vestindo trajes de pura seda árabe. Era a princesa, que estava sendo conduzida pelas mulheres para o local do sacrifício. São Jorge se colocou na frente das mulheres com seu cavalo e, com bravas palavras, convenceu a princesa a voltar para casa.

O dragão, ao ver Jorge, sai de sua caverna, rosnando tão alto quanto o som de trovões. Mas Jorge não sente medo e enterra sua lança na garganta do monstro, matando-o. Como o rei do Marrocos e do Egito não queria ver sua filha casada com um cristão, envia São Jorge para a Pérsia e ordena que seus homens o matem. Jorge se livra do perigo e leva Sabra para a Inglaterra, onde se casa e vive feliz com ela até o dia de sua morte, na cidade de Coventry.

De acordo com a outra versão[4], Jorge acampou com sua armada romana próximo a Salone, na Líbia. Lá existia um gigantesco crocodilo alado que estava devorando os habitantes da cidade, que buscaram refúgio nas muralhas desta. Ninguém podia entrar ou sair da cidade, pois o enorme crocodilo alado se posicionava em frente a estas. O hálito da criatura era tão venenoso que pessoas próximas podiam morrer envenenadas. Com o intuito de manter a besta longe da cidade, a cada dia ovelhas eram oferecidas à fera até estas terminarem e logo crianças passaram a ser sacrificadas.

O sacrifício caiu então sobre a filha do rei, Sabra, uma menina de quatorze anos. Vestida como se fosse para o seu próprio casamento, a menina deixou a muralha da cidade e ficou à espera da criatura. Jorge, o tribuno, ao ficar sabendo da história, decidiu pôr fim ao episódio, montou em seu cavalo branco e foi até o reino resgatá-la. Jorge foi até o reino resgatá-la, mas antes fez o rei jurar que se a trouxesse de volta, ele e todos os seus súditos se converteriam ao cristianismo. Após tal juramento, Jorge partiu atrás da princesa e do "dragão". Ao encontrar a fera, Jorge a atinge com sua lança, mas esta se despedaça ao ir de encontro à pele do monstro e, com o impacto, São Jorge cai de seu cavalo. Ao cair, ele rola o seu corpo, até uma árvore de laranjeira, onde fica protegido por ela do veneno do dragão até recuperar suas forças.

Ao ficar pronto para lutar novamente, Jorge acerta a cabeça do dragão com sua poderosa espada Ascalon. O dragão derrama então o veneno sobre ele, dividindo sua armadura em dois. Uma vez mais, Jorge busca a proteção da laranjeira e em seguida, crava sua espada sob a asa do dragão, onde não havia escamas, de modo que a besta cai muito ferida aos seus pés. Jorge amarra uma corda no pescoço da fera e a arrasta para a cidade, trazendo a princesa consigo. A princesa, conduzindo o dragão como um cordeiro, volta para a segurança das muralhas da cidade. Lá, Jorge corta a cabeça da fera na frente de todos e as pessoas de toda cidade se tornam cristãs.

O dragão (o demônio) simbolizaria a idolatria destruída com as armas da Fé. Já a donzela que o santo defendeu representaria a província da qual ele extirpou as heresias.

São Jorge, a Lua e os Orixás:A ligação de São Jorge com a lua é algo puramente brasileiro, com forte influência da cultura africana. Tal associação se dá porque na religião do candomblé, predominantemente na Bahia, o santo é associado a Ogum, orixá que está associado ao mar e à lua. Na religião da umbanda, o santo é associado a Ogum. A tradição diz que as manchas apresentadas pela lua representam o milagroso santo, seu cavalo e sua espada pronto para defender aqueles que buscam sua ajuda.

São Jorge na cultura popularDia 23 de abril, para algumas das religiões afro-brasileiras, é o dia em que se fazem homenagens ao santo.
Jorge de Capadócia é uma música de Jorge Ben, interpretada também por Caetano Veloso, Fernanda Abreu e pelos Racionais MC's.
As tatuagens com o santo estão entre as que fazem mais sucesso no Brasil.[carece de fontes?]
São Jorge é tido como o padroeiro do Corinthians. Acredita-se que sua história de devoção e fidelidade à Verdade cristã até o fim de seu martírio seja a origem do termo "Fiel", popular entre os torcedores e presente em várias agremiações corintianas.
Existe um romance sobre São Jorge criado pelo escritor italiano Tito Casini chamado Perseguidores e Mártires (no Brasil, editado pelas Edições Paulinas, por volta de 1960). No livro, São Jorge é retratado como o verdadeiro paladino da Capadócia que, apesar de ser perseguido pelo tirano imperador Diocleciano, manteve-se fiel ao Império Romano, mas também a Cristo e se recusou a contrair alianças com o genro do imperador, Galério, que pretendia ter o apoio do conde da Capadócia para deliberar um golpe contra Diocleciano, o que terminantemente, o santo militar recusou.
A banda inglesa Iron Maiden fala de São Jorge na música "Flash of the Blade", no álbum Powerslave.
A banda brasileira Angra utilizou a imagem do santo na capa do álbum Temple of Shadows.
Zeca Pagodinho gravou recentemente em seu álbum "Uma Prova de Amor" a música "Ogum" com uma letra com um forte apelo ao sincretismo, a oração de São Jorge é feita no trecho final da música pelo cantor e compositor Jorge Ben.
Moacyr Luz e Aldir Blanc fizeram em homenagem ao santo a música "Medalha de São Jorge", que foi gravada pela Cantora Maria Bethânia em 1992.

24 de Maio, Dia de Santa Sarah

Posted by ercy
Foto de Santa Sarah Tirada Em Sua Cripta Na França:


Oração cigana para realização de seus propósitos:

Salve a natureza! Salve o círculo mágico azul que me envolve!
Eu sou feliz e rica, eu tenho o hoje e o amanhã! Tenho o meu futuro pela frente!
A saúde tomou conta de meu corpo!
Obrigado, por tudo de bom que vós me destes e continuarás dando!
Porque eu posso, eu quero, eu mereço eu vou conseguir através da Lua Cigana, e dos Mentores Ciganos, eu realizarei todos os meus sonhos, porque querer é poder, e eu posso!
Salve Santa Sara Kali! Que sempre ilumine o meu caminho, afastando os inimigos da minha estrada, que os olhos deles não cheguem até os meus e que seus passos não cruzem o meu caminho.
Que assim seja e assim se faça!



Oração à Santa Sarah-Kali



SARAH, SARAH, SARAH,
fostes escrava de José de Arimatéia,
no mar fostes abandonada (pedir para que nada nos abandone: amor, saúde, dinheiro, felicidade...)
teus milagres no mar sucederam e como santa te tornastes,
a beira do mar chegastes e o "CIGANOS" te acolheram,
SARAH, Rainha, Mãe dos Ciganos ajudaste
e a ti eles consagraram como sua protetora e mãe vinda das águas.
SARAH mãe dos aflitos,
a ti imploro proteção para o meu corpo,
luz para meus olhos enxergarem até no escuro (pedir força para os seus olhos, vidência),
luz para o meu espírito e
amor para todos os meus irmãos: brancos, negros, mulatos,
enfim a todos os que me cercam.
Aos pés de Maria Santíssima, tu, SARAH
me colocarás e a todos os que me cercam
para que possamos vencer as agruras que a terra nos oferece.
SARAH, SARAH, SARAH,
não sentirei dores nem tremores,
espíritos perdidos não me encontrarão
e assim como conseguistes o milagre do mar,
a todos que me desejarem mal,
tu com as águas me fará vencer (quando a pessoa não está bem e querendo resolver algo muito importante beber três goles de água).
SARAH, SARAH, SARAH,
não sentirei dores nem tremores,
continuarei caminhando sem para assim
como as caravanas passam, no meu interior tudo passará
e a união comigo ficará e,
sentirei o perfume das caravanas que passam
deixando o rastro de alegria e felicidade,
teus ensinamentos deixarás.
Amai-nos SARAH,
para que eu possa ajudar a todos que me procurem,
ajudados pelos poderes de nossos irmãos Ciganos,
serei alegre e compreensivo(a) com todos os que me cercam.
Corre no Céu, corre na Terra, corre no Mundo e
SARAH, SARAH, SARAH estará sempre na minha frente,
sempre atrás, do lado esquerdo, do lado direito.

Algumas previsões para 2011

Posted sexta-feira, 7 de janeiro de 2011 by ercy
O ano de 2011 será regido pelo signo do Coelho no horóscopo chinês:
Correspondente ao signo da astrologia ocidental: Peixes
Elemento fixo: Madeira
Cor: Cinza, Grafite e Prateado
Alimento: Peixe; Bebida: Vinho Francês; Condimento: Pimenta; Planta: Rosemary; Árvore: Vidoeiro prateado; Metal: Bronze
COELHO - Nome Chinês : Tú - período da regência do Ano do Coelho - 03/02/2011 a 22/01/2012
O Ano do Coelho trará as seguintes características para os cidadãos do mundo em 2011:
Um ano calmo, muito bem vindo e muito necessitado após o ano feroz do tigre. Nós devemos apagar alguns pontos e acontecimentos do ano passado e tentar curar as nossas feridas e começar o ano novo com algum merecido descanso após todas as batalhas enfrentadas ao longo do ano anterior.
Bom gosto e refinamento são uma marca registrada do ano do coelho e brilharão em tudo o que você fizer e as pessoas reconhecerão que a diplomacia pode ser, em certos casos, melhor do que a força. O ano do coelho caracteriza-se pela harmonia, será uma época de harmonia em que a diplomacia pessoal e internacional, as relações internacionais e pessoais e, também, a política darão um grande passo no caminhar da humanidade outra vez. Nós agiremos com sutileza e discrição e faremos concessões razoáveis aos outros sem demasiada dificuldade.
O momento em 2011 é de se prestar atenção ao que se passa à nossa volta. A influência do ano do coelho tende a atrapalhar ou estragar os momentos de mais conforto despertando, ressaltando e relevando a eficácia e o sentido do dever.
A lei e a ordem serão as máximas deste ano de 2011; as regras e os regulamentos deverão ser cumpridos. No entanto, ninguém parece incomodar-se muito com estas realidades até certo ponto desagradáveis. Estão mais ocupados em apreciar ou simplesmente fazer coisas fáceis. O cenário é quieto e calmo para 2011, deteriorando-se para a preguiça até chegar ao ponto de provocar sonolência. Nós todos teremos uma tendência para pôr de lado as tarefas cansativas e desagradáveis por um período o mais longo possível.
O dinheiro será ganho sem muito esforço no ano de 2011. O nosso estilo de vida será tranquilo e cheio de lazer. Um ano bem temperado com um ritmo meio lento mas não estagnado. Pode-nos parecer possível ser feliz sem empreendermos demasiados esforços na lida diária.
Enfim o ANO DO COELHO trará para o ano de 2011 vibrações e energias positivas e de boas realizações.
Os Orixás regentes serão todas as Yabás;
Segundo a astrologia, ciência que estuda os horóscopo em função dos astros, o planeta regente será Mercúrio.
Segundo a ASTROLOGIA a PREVISÃO ASTROLÓGICA para os SIGNOS DO ZODÍACO para o ANO ZODIACAL de 2011 será a seguinte:
*Áries, Saúde: Alta, Amor: Média, Dinheiro: Baixa
*Touro, Saúde: Alta, Amor: Média, Dinheiro: Alta
*Gêmeos, Saúde: média, Amor: Média, Dinheiro: Média
*Câncer, Saúde: média, Amor: Média, Dinheiro: baixa
*Leão, Saúde: Alta, Amor: Média, Dinheiro: Alta
*Virgem, Saúde: Média, Amor: Média, Dinheiro: baixa
*Libra, Saúde: Alta, Amor: Média, Dinheiro: Média
*Escorpião, Saúde: Alta, Amor: Média, Dinheiro: Alta
*Sagitário, Saúde: Baixa, Amor: Baixa, Dinheiro: Alta
*Capricórnio, Saúde: Alta, Amor: Média, Dinheiro: baixa
*Aquário, Saúde: Alta, Amor: Média, Dinheiro: Alta
*Peixes, Saúde: Alta, Amor: Média, Dinheiro: Alta

Desculpem a demora para postar algo novo por aqui...realmente estou sem tempo até pra pensar.....mas não me esqueço de vcs queridos.....bjcas mil....FELIZ ANO TODO!!!

Sobre Yemanjá

Posted sábado, 25 de setembro de 2010 by ercy
YEMANJÁ é considerada mãe de todos os demais ORIXÁS OGUM, XANGÔ, OBÁ, OXOSSI e OXUM que nasceram de caso ilícito que teve com IFÁ. NANÃ como vimos, é mãe de OMULU e OXUMARÉ. YEMANJÁ, por sua vez, filha de OLODKUN, ORIXÁ masculino em BENIN, ou feminino em IFÉ, sempre do mar. No Brasil, é muito venerada, e seu culto tornou-se quase independente do CANDOMBLÉ. É representada como uma sereia de longos cabelos pretos.

Rege a maternidade, e é a mãe dos peixes que representam fecundidade. Seu dia à sábado. Nas grandes "obrigações", são oferecidos cabra branca, pata ou galinha branca.

Gosta muito de flores e é costume oferecer-lhe sete rosas brancas abertas, que são jogadas ao mar para agradecimento.

Sua cor é a branca com azul. Usa um ADÉ com franjas de miçangas que esconde o rosto. Leva na mão o BÉBÊ -- leque ritual de metal prateado de forma circular, com uma sereia recortada no centro.

0 tipo psicológico dos filhos de YEMANJÁ é imponente, majestoso e belo, calmo, sensual, fecundo e cheio de dignidade e dotado de irresistível fascínio (o canto da sereia).

As filhas de YEMANJÁ são boas donas de casa, educadoras pródigas e generosas, criando até os filhos de outros (OMULU).

À deusa das águas recorrem as mulheres que não conseguem engravidar.

Porque é Iemanjá quem controla a fertilidade, simbolizada em seu corpo robusto, forte, em seus seios volumosos e na aparência sensual.

Qualidades, aliás, de todas as suas filhas, que se revelam excelentes como donas de casa, educadoras e mães. Não perdoam facilmente, quando ofendidas.

São possessivas e muito ciumentas. Embora se mostrem tranquilas a maioria do tempo, podem se tornar verdadeiras feras quando perdem a paciência.

Mais do que isso, não perdoam ofensas com facilidade. Intrometem-se tanto na vida dos familiares que chegam a sufocar.

Mas a intenção é sempre das melhores.

YEMANJÁ, por presidir a formação da individualidade, que como sabemos está na cabeça, está presente em todos os rituais, especialmente o BORI.

O mais popular e universal de todos os orixás das àguas: Iemanjá (nagôs), Dandalunga (angolas), Kaiala (congos); também chamada Janaína e Dona Janaína, Princesa de Aiucá e, nos candomblés-de-caboclo, Sereia Mukunã.

REGÊNCIAS

AXÉ
Conchas e pedras marinhas, numa vasilha de porcelana azul. Insígnias: uma espada de folha-de-flandres e uma espécie de leque circular, também de folha-de-flandres, com adornos e, no centro, uma sereia recortada.



NATUREZA
mar, foz de rios, enseadas, baías.



METAL
prata



PEDRA
água-marinha



PERFUMES
Fleur de Rocaille, lírio, Syntoma.



COMO USAR
passar no corpo todo antes do banho de mar, ou tomar banho de sal grosso, lavar-se e passar um a cada sábado.



COR
azul-claro e prata.



COLAR
contas de vidro transparentes, ou fio de miçangas pingo d’água lavado em água de águas marinhas.

SACRIFÍCIOS: cabra, galinha, conquém (galinha-d’angola) e pato. Gosta de acaçá e de milho branco cozido (ebó) com azeite, cebola e sal.

DIA RITUAL: sábado, juntamente com Oxun.



FESTA
8 de dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, com quem está sincretizada.



Anuncia sua presença com o grito: him hiymim!



SAUDAÇÃO
odôiá!

YEMANJÁ era uma deusa do rio de igual nome, que banha o território da nação iorubana de Egbá. As guerras fizeram com que o povo dessa nação fosse tangido para as margens do rio Ogun, cujo nome nada tem a ver com o orixá do ferro e das artes manuais. E foi deste rio que a grande iyabá partiu, para ser rainha do mar.

Mitos nagôs explicam como Yemanjá, graças a poderes mágicos, foi morar no oceano, reino de Olokun, seu pai. Aliás, essa mudança de deusa fluvial em deusa marítima tem sua implicação sociológica. O homem, como explorador, principiou, em rudes canoas, a singrar as águas dos rios; só muito mais tarde se aventuraria a enfrentar o desconhecido, na estrada larga do mar.

Ensina Verger que o grito com que se saúda a deusa – odô iyá! Significa "mãe do rio". Reverencia, pois, uma divindade fluvial. Ainda segundo Verger, o nome YEMANJÁ vem do iorubá yeyê ama ejá, "mãe cujos filhos são peixes".

Em Cuba o nome permaneceu o mesmo que o do rio africano onde a deusa nasceu. Por que, no Brasil, ganhou um "n" após o primeiro "a", transformando-se em Iemanjá? Simplesmente por uma certa tendência, em nossa língua, de uma consoante nasal provocar o anasalamento da vogal seguinte.



MÃE DOS ORIXÁS?

Na África, as esculturas com a efígie de Iemanjá mostram uma mulher de seios exuberantes, símbolo de fecundidade. Essa opulência mamária, no entanto, não justifica conhecido mito teogônico em que Iemanjá é apontada como a mãe de todos os orixás.

Narra tal mito que da união de Obatalá e Odudua nasceram Aganju, a terra firme, e Iemanjá, as águas. Os dois irmãos também se unem e geram Orungã, o ar, o espaço entre o céu e a terra.

Orungá apaixonou-se perdidamente por sua mãe, Iemanjá. Um dia em que pai estava ausente, ele a raptou, violou e propôs continuassem às ocultas o amor incestuoso. Iemanjá, desesperada, desprende-se dos braços do filho, mas ele a persegue. Quando o Édipo iorubano está prestes a alcançá-la, Iemanjá cai morta, de costas. Dos seios enormes nascem dois rios, que adiante se unem formando um lado, o lago Iemanjá. Do ventre desmesurado, que se rompe, nascem os orixás: deuses das atividades de subsistência, como Okô, da agricultura e Oxosse, da caça; e Xangô, deus do trovão, Ogun, do ferro e das artes manuais, Dadá, dos vegetais; e Olokun, do mar, Oloxá dos lagos, Okê, das montanhas; e as deusas dos rios nigerianos Oxun e Oiá(Niger); e Xankpanã, da varíola, Ajê-Kalagá, da saúde, Orun, o sol, Oxu, a lua.

O mito, que não inclui Exu e Ifá, duas divindades da mais alta importância, é contestado pela autoridade de Pierre Verger, que afirma jamais tê-lo encontrado na África. A história foi inventada por um missionário, o padre R.P.Noel Baudin (1884) e teve a sua perpetuidade garantida pelo ilustre coronel A B.Ellis, autor de um livro famoso. O mito, repetido por Ellis, foi citado por Nina Rodrigues, com a ressalva, porém, de que jamais o encontrou na Bahia, onde os negros que professavam o culto iorubá ou declararam que o desconheciam ou contestaram sua existência.

Em outra versão, contam que Yemanjá é filha de Olokum, a Senhora dos Oceanos, e que foi casada com um homem poderoso com quem teve dez filhos. Um dia, cansada de sua permanência em Ifé, foge na direção oeste, levando consigo uma garrafa que havia ganho certa vez de Olokun, contendo um misterioso preparado, a qual ela deveria quebrar jogando ao chão quando estivesse em perigo.

Iemanjá instalou-se em Abeokutá (seria uma alusão à migração da nação Egbá). O marido lança seu exército em busca de Iemanjá, com o objetivo de trazê-la de volta a Ifé. Quando se vê cercada, ela não se entrega, mas segue os conselhos de Olokum e quebra a garrafa.Imediatamente forma-se um rio, que a leva para Okun, o mar, morada de Olokum.

Deusa da foz dos rios e quebra-mares, a rainha dos mares, como é conhecida, é ciumenta mas não demonstra, preferindo aguardar a hora da revanche. É poderosa e atraente e quando invocada por quem realmente a conhece, propicia favores e ajudas inestimáveis.

Tem a grande capacidade da mãe que sempre atende a um filho, que geralmente caracteriza-se por ser pessoa voluntariosa.



A GRANDE FESTA DE IEMANJÁ

Há sete Iemanjás, filhas de Olokun, o mar, entre elas uma, guerreira, ligada a Ogun, outras a Orumilá, a Oxun, às feiticeiras.

A efígie de Iemanjá é a da segunda versão da sereia européia: uma linda mulher de longos cabelos e seis desnudos, com a metade do corpo como cauda de peixe (As sereias homéricas eram mulheres com corpo de pássaro).


No candomblé, Iemanjá veste saia rodada, bata de rendão, estola e, na cabeça, um gorro de pêlo branco ou uma espécie de mitra. Do gorro ou da mitra pende uma franja de contas, sobre o rosto. Iemanjá dança com movimentos que imitam as ondas do mar.

O grande culto de Iemanjá, no entanto, não é celebrado dentro do candomblé, mas lá fora, ao ar livre. Rainha, sereia, mãe-d’água, ela é a deusa de "todas as águas" da Bahia de Todos os Santos, cultuada em Amaralina e Itapoã, no Dique e no Rio Vermelho, nos lados de Abaeté e nas pedras de Monte-Serrate, e do outro lado, na ilha de Itaparica.

No dia 2 de fevereiro, de Nossa Senhora das Candeias (apesar da santa ser identificada como Oxun, a festa é de Iemanjá), sai para o largo a grande e festiva procissão marítima dos candomblés e do povo da Bahia. Tudo tem início na Casa do Peso, assim chamada por ser aonde os pescadores levam o peixe para ser pesado. A pequena edificação, num promontório do Rio Vermelho, amanhece enfeitada com um arco de folhas de coqueiro e bandeirinhas multicoloridas. Lá dentro, sob a atenta e respeitosa vigilância de uma mãe-de-santo e de um pai-de-santo, um grande balaio aguarda os presentes para Iemanjá. Os crentes formam longa filha e, um a um, vão colocando no balaio bilhetes para Janaína, pedindo ajuda em casos de amor e dinheiro, na realização de sonhos e ambições; e depositam os presentes do seu amor e da sua devoção – flores, perfumes, tecidos, rendas, fitas, dinheiro, espelhos, pentes, sabonetes... presentes que a deusa irá receber em alto mar. Inclusive animais vivos. Pois nada é demais para ser dado a Iemanjá. Ela é a senhora do mar – a que amaina a fúria das ondas, contorna os escolhos, impede que as redes de pesca voltem vazias.

Perto da Casa do Peso ressoam os atabaques, ritmando os cânticos sagrados. E há rodas de samba e de capoeira. E uma verdadeira multidão. Chega, enfim, o grande momento. A mãe e as filhas-de-santo saem com o grande balaio repleto de oferendas, rumo ao barco que vai levá-lo à Rainha do Mar. E logo parte a procissão dos saveiros e outras embarcações. Num determinado ponto, em lugar bem fundo, o balaio é depositado sobre as águas. Se o presente não afundar, é sinal de que não foi aceito por Yemanjá. Mas ela sempre aceita, bondosa e compassiva, sendo muito difícil que um presente para Janaína fique boiando sobre as ondas.

Ante a expectativa geral, os barcos regressam, com a alegre notícia de que a deusa recebeu de bom grado as oferendas. Os atabaques ressoam mais festivos. Os cânticos se elevam com mais exaltação e alegria. Iemanjá está em paz com seus filhos e propiciará sejam todos os desejos realizados.

YEMANJÁ NA UMBANDA


A linha de Iemanjá governa as legiões seguintes: Sereias (Oxun), Ondinas (Nanã Buruku), Caboclos do Mar (Indaiá), Caboclos dos Rios (Iara), Marinheiros (Tarimá), Calungas (Calunguinha) e Estrela Guia (Maria Madalena).

Suas cores são o branco e o azul. As oferendas a Iemanjá constam de flores de cor branca – rosas, cravos, lírios, palmas-de-santa-rita – perfumes, moedas de niquel, sabonete pequeno e outros agrados, que são deixados na praia, junto do mar, ou colocados num barquinho, que é solto nas ondas. A bebida das obrigações é champanhe, frequentemente democratizada como cidra espumante.

No Rio de Janeiro, a festa de Iemanjá é celebrada a 15 de agosto, dia de Nossa Senhora da Glória, com quem está identificada. Mas é na passagem do ano que se realiza a gigantesca e impressionante comemoração popular de Iemanjá, nas praias cariocas e fluminenses, o mesmo acontecendo em Santos e em Porto Alegre. Os "filhos de fé", com suas roupas brancas e colares de muitas cores, improvisam "terreiros" nas praias – um círculo de flores fincadas na areia e velas acesas e garrafas de bebidas e as comidas dos santos... Entoam-se cânticos rituais, ao som dos atabaques. "Baixam" os santos, a maioria Caboclos, que atendem as consultas dos crentes. O povo traz presentes para Iemanjá, com braçadas de flores brancas. Soltam-se no mar barquinhos com oferendas. Jogam-se moedas nas ondas, propiciando um bom Ano Novo.

Até há poucos anos atrás, as velas acesas se multiplicavam nas praias urbanas da Zona Sul que, vistas a uma certa distância, davam a impressão de que as estrelas haviam caído na areia. Era como se, à beira-mar, os "terreiros" se sucedessem. Hoje, a noite de Iemanjá transformou-se num show promovido pela TV e outros meios de comunicação, atraindo grandes multidões, que se movimentam e comprimem em tumulto. Em Copacabana, à meia noite, espetáculos pirotécnicos são realizados por grandes hotéis e firmas comerciais. Sucedem-se por toda a parte, perigosamente, os estouros ininterruptos de morteiros de mão, acesos por populares. Então a gente dos "terreiros" foi procurar praias mais distantes e tranqüilas, longe da curiosidade divertida dos turistas e da fúria contínua dos estampidos. Foi em busca de lugares mais propícios para cultuar Iemanjá, a rainha do mar.

RITUAL DE YEMANJÁ



Para ser abençoado pela rainha do mar e atrair muito sucesso, vá até a praia num sábado e entregue nas águas um barquinho de isopor contendo algumas maçãs, uvas, um mamão, sete rosas brancas, um vidro de pergume de alfazema e um espelho. Junto das oferendas, coloque um papel com todos seus pedidos por escrito. Depois, abra uma champanhe e despeje o líquido por todo seu corpo, enquanto repete seus pedidos em voz alta. Por fim, lave-se nas águas

Significado da palavra macumba

Posted domingo, 25 de julho de 2010 by ercy
Macumba
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.Ir para: navegação, pesquisa
Macumba
(mudar foto)
Religiões afro-brasileiras



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Princípios básicos

Deus
Ketu | Olorum | Orixás
Jeje | Mawu | Vodun
Bantu | Nzambi | Nkisi


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Templos afro-brasileiros
Babaçuê | Batuque | Cabula
Candomblé | Culto de Ifá
Culto aos Egungun | Quimbanda
Macumba | Omoloko
Tambor-de-Mina | Terecô | Umbanda
Xambá | Xangô do Nordeste
Sincretismo | Confraria


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Literatura afro-brasileira
Terminologia
Sacerdotes
Hierarquia


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Religiões semelhantes
Religiões Africanas Santeria Palo Arará Lukumí Regla de Ocha Abakuá Obeah


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A primeira definição de Macumba que se encontra em qualquer dicionário é de: antigo instrumento musical de percussão, espécie de reco-reco, de origem africana, que dá um som de rapa (rascante); e Macumbeiro é o tocador desse instrumento.

O conceito da macumba está tão arraigado na cultura popular brasileira, que são comuns expressões como "xô macumba" e "chuta que é macumba" para demonstrar desagrado com a má sorte. As superstições nesse sentido são tão grandes, que até mesmo para a Copa do Mundo foram criados sites para espantar o azar. São também muito comuns amuletos que vão desde adereços até objetos que remetem aos utilizados nos cultos religiosos.

Popularmente, a palavra macumba é utilizada para designar genericamente os cultos sincréticos afro-brasileiros derivados de práticas religiosas e divindades dos povos africanos trazidos ao Brasil como escravos, tais como os bantos, como o candomblé e a umbanda.

Entretanto, ainda que macumba seja confundida com o candomblé e a umbanda, os praticantes e seguidores dessas religiões recusam o uso da palavra para designá-las.

Outras acepções para o termo macumba são:

Macumba, na acepção popular do vocábulo, é mais ligada ao emprego do ebó, feitiço, "despacho", coisa-feita, mironga, mandinga, muamba;
Palavra usada no sentido pejorativo para se referir ao candomblé ou à umbanda;
Diz-se mais comumente macumba que candomblé, no Rio de Janeiro, e mais candomblé do que macumba, na Bahia.
Câmara Cascudo: "Ainda ao tempo das reportagens de João do Rio os cultos de origens africanas no Rio de Janeiro chamavam-se, coletivamente, candomblés, como na Bahia, reconhecendo-se contudo, duas seções principais: os orixás dos cultos nagôs e os alufás dos cultos muçulmanos (malês) trazidos pelos escravos. Mais tarde o termo genérico 'macumba', foi substituído por Umbanda. Meio século após a publicação de 'As Religiões do Rio', estão inteiramente perdidas as tradições malês e em geral os cultos, abertos a todas as influências, se dividem em terreiros (cultos nagôs) e tendas.

No livro de 1904 As Religiões no Rio Paulo Barreto, sob o pseudônimo de João do Rio escreveu: “Vivemos na dependência do feitiço, dessa caterva de negros e negras de babaloxás e yauô, somos nós que lhes asseguramos a existência, com o carinho de um negociante por uma amante atriz. O feitiço é o nosso vício,mas o nosso gozo, a degeneração. Exige, damos-lhe; explora, deixamo-nos explorar e, seja ele maitre-chanteur, assassino, larápio, fica sempre impune e forte pela vida que lhe empresta o nosso dinheiro.” Macumba era definida por toda e qualquer manifestação mediúnica de curandeiros, pais-de-santo, feiticeiros, charlatões, e todos aqueles que se dispunham a intervir junto às forças invisíveis do além apenas em troca de dinheiro e poder. Ver:marmoteiro.

Prandi, 1991 "E a macumba carioca, portanto, pode bem ter se organizado como culto religioso na virada do século, como aconteceu também na Bahia. Não vejo, pois, razão para pensá-la como simples resultante de um processo de degradação desse candomblé visto no Rio no fim do século por João do Rio, essa macumba sempre descrita como feitiçaria, isto é, prática de manipulação religiosa por indivíduos isoladamente, numa total ausência de comunidades de culto organizadas. Arthur Ramos fala de um culto de origem banto no Rio de Janeiro na primeira metade do século, cultuando orixás assimilados dos nagôs, com organização própria, com a possessão de espíritos desencarnados que, no Brasil, reproduziram ou substituíram, por razões óbvias, a antiga tradição banto de culto aos antepassados (Ramos, 1943, v.1, cap. XVIII). São cultos muito assemelhados aos candomblés angola e de caboclos da Bahia, registrados por Edison Carneiro, que já os tratava como formas degeneradas (Carneiro, 1937. Para uma análise atual da questão da pureza nagô, ver Beatriz Góis Dantas, 1982 e 1988)."

Hoje dia de Santa Sara Kali

Posted segunda-feira, 24 de maio de 2010 by ercy
Santa Sarah Kali

A História

Por volta dos anos 50 d.c, uma embarcação cruzou os mares a partir de terras Palestinas levando a bordo para fugir das perseguições de Roma aos primeiros cristãos, um grupo de personagens bíblicos:Maria Jacobina ou Jacobé, irmã de Maria, mãe de Jesus, Maria Salomé, mãe dos apóstolos Tiago e João, Maria Madalena, Marta, Lázaro, Maximinio e Sarah, uma negra serva das mulheres santas.
Eles foram atirados ao mar, numa barca sem remos e sem provisões.
Desesperadas, as três Marias puseram-se a orar e a chorar. Aí então Sarah retira o diklô (lenço) da cabeça, chama por Kristesko (Jesus Cristo) e promete que se todos se salvassem ela seria escrava de Jesus, e jamais andaria com a cabeça descoberta em sinal de respeito. Milagrosamente, a barca sem rumo e à mercê de todas as intempéries, atravessou o oceano e aportou com todos salvos em Petit-Rhône, hoje a tão querida Saintes-Maries-de-La-Mer.

Um grupo de ciganos que vivia por ali, socorreu as quatro mulheres e elas, em troca, levaram ao grupo os ensinamentos de Jesus, trazendo para eles a doutrina cristã.

Após a partida das chamadas "Três Marias", conta a história que Sarah continuou convivendo com os ciganos e passou a ser chamada de Sarah Kali.

Sarah cumpriu a promessa até o final dos seus dias.
Então nasceu a tradição de toda mulher cigana casada usar um lenço que é a peça mais importante do seu vestuário: a prova disto é que quando se quer oferecer o mais belo presente a uma cigana se diz: Dalto chucar diklô (Te darei um bonito lenço).


Kali, em sânscrito quer dizer negra, e foi acrescentado ao seu nome devido a cor bem morena de sua pele.

Quando ela morreu, foi feito para ela, um manto de ouro que foi colocado sobre o seu corpo, quando ela foi devolvida ao mar.

Sua história e milagres a fez Padroeira Universal do Povo Cigano, sendo festejada todos os anos nos dias 24 e 25 de maio. Ocorre procissão e festejos com banhos no mar. A imagem de Santa Sarah é vestida de azul, rosa, branco e dourado, adornada de flores, jóias e lenços coloridos e levada para as águas do mar. Após o banho de mar, a imagem, volta ao altar onde os que participaram da procissão possam pedir suas graças.

Muitos buscam nos olhos de Santa Sarah a obtenção das graças, pois nos olhos de Santa Sarah, tudo está contido: a força de Deus, a força da mãe, a força do amor da irmã e da mulher, a força das mãos, a energia, o sorriso, a magia do toque e a paz. E assim, todos que buscam graças no seu olhar, retornam sempre aos pés de Santa Sarah para agradecer.

Embora seja uma santa da igreja católica canonizada em 1712, até hoje a própria Igreja omite o seu culto.

Além de trazer saúde e prosperidade, Sarah Kali é cultuada também pelas ciganas por ajudá-las diante da dificuldade de engravidar. Muitas que não conseguiam ter filhos faziam promessas a ela, no sentido de que, se concebessem, iriam à cripta da Santa, em Saintes-Maries-de-La-Mer no sul da França, fariam uma noite de vigília e depositariam em seus pés como oferenda um diklô, o mais bonito que encontrassem. E lá existem centenas de lenços, como prova que muitas ciganas receberam esta graça.

É costume festejarmos as slavas (promessas ou comemorações em homenagem a algum santo).
A Slava de Sarah Kali é nos dias 24, 25 e 26 de maio.

Na Slava, é oferecido um banquete ao santo(a) homenageado(a), onde colocamos o(a) Santo(a) do Dia no centro da mesa, em lugar de destaque e junto ao Santo(a), um manrô (pão) redondo, que é furado no meio e onde colocamos um punhado de sal junto com a vela. Esse pão é posto em uma bandeja cheia de arroz cru, para chamar saúde e prosperidade e, ao término do almoço, ele é dividido entre os convidados pelos donos da casa, junto com essas palavras de bençãos:

(Que você seja abençoado com o sal, com o pão e com ouro).

A festa de Santa Sarah

No final de maio, os Ciganos aos milhares, vão se reunindo na cidade de Les Saintes Maries' de la Mer(traduzindo Santas Marias que vieram do Mar )., na região de Camargue ao sul da França para cantar, dançar e pagar promessas para a sua santa padroeira .

É em parte uma reunião, parte festival e parte peregrinação.

Enquanto as crenças espirituais ciganas são pagãs de natureza, a maioria dos ciganos foram batizados e respeitam a parte essencial da religião cristã.

O centro da reunião é a igreja matriz de Les Saintes Maries’de la Mer, onde as relíquias (como os ossos dos santos ) são guardados na igreja.

Os ossos são cerimoniosamente abaixados por polias e guindastes enquanto os fieis cantam acompanhados de violinos e sinos.

Então as relíquias são carregadas para o mar, junto com uma grande estátua de Santa Sarah, de modo que ela pode "esperar" a chegada das Marias. No dia seguinte as estátuas de Maria Jacob e Maria Salomé são colocadas junto ao oceano, pelos peregrinos, em sinal que elas chegaram as praias da França.

A bordo de um tradicional barco de pesca o bispo abençoa o mar, a terra e os Ciganos.

Diz a tradição que o bom Rei Renê mandou escavar a igreja, em 1448 eles relataram que foram encontraram dois corpos docemente perfumados. Muitos anos mais tarde esses corpos femininos foram datados como sendo do primeiro século(pode ser verdade ou apenas lenda). Outra lenda diz que as pedras onde os corpos estavam sepultados eram na verdade "pedras milagrosas" e eram usadas para curar olhos doentes e mulheres estéreis.

Não deixe de ver na cripta debaixo da igreja se você necessita de alguma cura.

Ritual do Manto feito à Santa Sarah

Quando Santa Sarah morreu, foi feito para ela, um manto de ouro que foi colocado sobre o seu corpo, quando ela foi devolvida ao mar.

Então, quando desejares algo, peça a Santa Sara,em uma noite de lua cheia, você conversa com Santa Sara:

"Santa Sara Kali, eu me prontifico a fazer um manto para Vós se Vós me ajudares neste pedido"

E peça o que você quiser....

Quando o pedido se realizar, você faz um manto para ela.(nas cores azul, rosa ou amarelo ouro)

Vá a um local onde tenha a imagem dela e coloque o manto que você ofereceu a ela.

ORAÇÕES À SANTA SARAH KALI

Oração à Santa Sarah-Kali

SARAH, SARAH, SARAH,

fostes escrava de José de Arimatéia,

no mar fostes abandonada (pedir para que nada nos abandone: amor, saúde, dinheiro, felicidade...)

teus milagres no mar sucederam e como santa te tornastes,

a beira do mar chegastes e o "CIGANOS" te acolheram,

SARAH, Rainha, Mãe dos Ciganos ajudaste

e a ti eles consagraram como sua protetora e mãe vinda das águas.



SARAH mãe dos aflitos,

a ti imploro proteção para o meu corpo,

luz para meus olhos enxergarem até no escuro (pedir força para os seus olhos, vidência),

luz para o meu espírito e

amor para todos os meus irmãos: brancos, negros, mulatos,

enfim a todos os que me cercam.

Aos pés de Maria Santíssima, tu, SARAH

me colocarás e a todos os que me cercam

para que possamos vencer as agruras que a terra nos oferece.



SARAH, SARAH, SARAH,

não sentirei dores nem tremores,

espíritos perdidos não me encontrarão

e assim como conseguistes o milagre do mar,

a todos que me desejarem mal,

tu com as águas me fará vencer (quando a pessoa não está bem e querendo resolver algo muito importante beber três goles de água).



SARAH, SARAH, SARAH,

não sentirei dores nem tremores,

continuarei caminhando sem para assim

como as caravanas passam, no meu interior tudo passará

e a união comigo ficará e,

sentirei o perfume das caravanas que passam

deixando o rastro de alegria e felicidade,

teus ensinamentos deixarás.



Amai-nos SARAH,

para que eu possa ajudar a todos que me procurem,

ajudados pelos poderes de nossos irmãos Ciganos,

serei alegre e compreensivo(a) com todos os que me cercam.



Corre no Céu, corre na Terra, corre no Mundo e

SARAH, SARAH, SARAH estará sempre na minha frente,

sempre atrás, do lado esquerdo, do lado direito.



E assim dizemos:

somos protegidos pelos Ciganos e pela SARAH

que me ensinará a caminhar e perdoar.

Reze 3 Ave Marias (1ª para SARA, 2ª para os Ciganos e a 3ª para você)



Acenda uma vela Azul-Clara em sua Oração a Santa Sara.

Oração a Santa Sarah

"Santa Sarah, pelas forças das águas Santa Sarah, com seus mistérios, possa estar sempre ao meu lado, pela força da natureza.

Nós, filhos dos ventos, das estrelas e da lua cheia,pedimos a Senhora que esteja sempre ao nosso lado;pela figa, pela estrela de cinco pontas; pelos cristais que hao de brilhar sempre em nossas vidas.

E que os inimigos nunca nos enxerguem,como a noite escura, sem estrelas e sem luar.

A Tsara (casa) é o descanso do dia-a-dia,A Tsara é a nossa tenda.

Santa Sarah, me abençõe;

Santa Sarah, me acompanhe.

Santa Sarah, ilumine minha Tsara,para que todos que batam a minha porta eu tenha sempre uma palavra de amor e de caminho.

Santa Sarah, que eu nunca seja uma pessoa orgulhosa,que eu seja sempre a mesma...PESSOA HUMILDE !!!"

autoria de Ana da Cigana Natasha & Edileuza da Cigana Nazirae está publicada na pág. VII do Livro:"Mistérios do Povo Cigano" - Editora Pallas 3a Ediçao/1998 - Rio de Janeiro/RJ

Acenda uma vela Azul-Clara em sua Oração a Santa Sarah.





Oração a Sta. Sarah
(em louvor a todos os ciganos).

Opacha, Opcha,minha Sta.Sarah Kali,

mãe de todas as tribos ciganas dessa Terra ou do além túmulo.

Mãe de todos os ciganos e protetora das carruagens ciganas.



Rezo invocando teu poder, minha poderosa Sta. Sarah Kali,

para que abrande meu coração e tire as angústias que depositaram aos meus pés.

Santa Sarah me ajude.

Abra meus caminhos para a fé no teu poder milagrosos.

Venceste o mal, todas as tempestades e caminhou nas estradas que Jesus Cristo andou.

Mãe dos mistérios ciganos que dá força a todos os ciganos no dom da magia,

me fortaleça agora, sendo eu cigano ou não cigano, bondosa.



Santa Sarah,abrande os leões que rugem para me devorar.

Santa Sarah, afungente as almas perversas para que não possam me enchergar.

Ilumine minha tristeza para a felicidade chegar, Rainha.

Atravesaste as águas dos rios e do mar por cima delas e não afundaste,

eu invoco teu poder para eu não afundar no oceano da vida.

Santa Sarah, sou pecador, triste,sofrido e amargurado.

Me traga força e coragem, como dás ao Povo Cigano teus protegidos,

Mãe, Senhora e Rainha da Festas Ciganas .

Nada se pode fazer numa Tenda Cigana sem primeiro invocar teu nome,

e eu invoco pelo meu pedido Santa Sarah Kali.

Tocam os violinos,caem as moedas,

dançam as ciganas de pés descalços em volta da fogueira ,

vem o cheiro forte dos perfumes ciganos, as palmas batendo,

louvando o Povo de Santa Sarah Kali.



Que o Povo Cigano me traga riquezas, paz, amor e vitórias.

Agora e sempre louvarei teu nome Santa Sarah Kali e

todo Povo Cigano.

Opcha , opcha Santa Sarah Kali.

SÃO DIVERSAS AS LENDAS SOBRE SANTA SARA:
Algumas falam que ela seria serva e parteira de Maria, e que Jesus a teria em alta estima por te-lo trazido ao mundo. Outras, que era serva de Maria Madalena. Seu centro de culto é a cidade de Saintes-Maries de la Mer, na França, onde ela teria chegado junto com Maria Jacobina ou Jacobé,irmã de Maria, mãe de Jesus, Maria Salomé, mãe dos apóstolos Tiago e João, Maria Madalena, Marta, Lázaro e Maximinio. Eles treriam sido jogados no mar em um barco sem remos nem provisões, e Sara teria rezado e prometido que se chegassem a salvo em algum lugar ela passaria o resto de seus dias com a cabeça coberta por um lenço. Eles depois disso chegaram a Saintes-Maries, onde algumas lendas dizem, foram amparadas por um grupo de ciganos.A imagem de Santa Sara fica na cripta da igreja de Saint Michel, onde estariam depositados seus ossos.
O epíteto "Kali" significa "a negra", porque sua tez é escura. Seu culto se liga ao culto das Madonas Negras,
Fontes variam: se sua canonização consta de 1712, ou se é uma santa regional. Sua festa é celebrada nos dias 24 e 25 de maio, reunindo ciagnos de todo o mundo.
Sua imagem é coberta de lenços, sendo ela uma protetora da maternidade. Mulheres que não conseguem engravidar e mulheres que pedem por um bom parto, ao terem seus pedidos atendidos, depositam aos seus pés um lenço (diklô). Centenas de lenços se acumulam aos seus pés.
As pessoas fazem todo tipo de pedido para Santa Sara, por sua fama de atender todos os que deposietem verdadeira fé nela. Mas perseguirá os opressores, os racistas, aqueles que vão contra seus protegidos prímevos, que são os ciganos. Santa Sara é a santa dos desesperados, dos ofendidos e dos desamparados.

Oração da Santa Cruz

Posted quinta-feira, 6 de maio de 2010 by ercy
"ORAÇÃO DE SANTA CRUZ"

Esta oração foi encontrada em 1.535 sobre o túmulo de Jesus Cristo e enviada pelo Papa Pio III ao Imperador Carlos V, quando partia para combater os turcos.

"Aquele que ler esta oração, que ouvir ou a trouxer consigo , não morrerá subitamente, não se afogará, não se queimará, nem alguém poderá matá-lo, não será vencido em batalha e nem cairá nas mãos de inimigos. Quando uma pessoa está para dar a luz, se ouvir essa oração, ou a trouxer consigo, ficará prontamente livre e se tornará MÃE. Quando a criança estiver crescida, colocando-se esta oração ao seu lado livrar-se-á de muitos acidentes. Quem trouxer consigo ficará livre de Epilepsia. Quando, na rua virdes uma pessoa atacada deste mal, coloque esta oração ao seu lado direito e ela contentemente se levantará."

"DEUS, todo poderoso, que sofreste a morte sobre a madeira sagrada, por todos os nossos pecados, sede comigo Santa Cruz de Jesus Cristo, compadecei-vos de nós, Santa Cruz de Jesus Cristo, compadecei-vos de mim, Santa Cruz de Jesus Cristo, sede a minha esperança. Santa Cruz de Jesus Cristo, afastai de mim toda arma cortante. Santa Cruz de Jesus Cristo, derramai em mim todo bem. Santa Cruz de Jesus Cristo, desviai de mim todo mal. Santa Cruz de Jesus Cristo, fazei que eu siga o caminho da salvação. Santa Cruz de Jesus Cristo, livrai-me dos acidentes corporais. Santa Cruz de Jesus Cristo, vós adoro para sempre. Santa Cruz de Jesus Cristo, fazei com que o espírito maligno e infalível se afaste de mim. Conduzi-me Jesus à vida eterna. Amém. Por todos e em todos os séculos dos séculos. Amém."

Um dicionário curioso sobre as palavras usadas no candomblé

Posted by ercy
Seguem agora algumas palavras e expressões, derivadas do yoruba e de outras influências linguísticas, igualmente de origem africana, mas provenientes de outras nações e que já sofreram entretanto alteração e adaptação fonética por força do português. No entanto, estas palavras e expressões são utilizadas correntemente no dia a dia das casas de santo. Isto para explicar porque algumas letras que não se encontram acima, se encontram abaixo, pois letras como o C não fazem parte da língua Yoruba.




A

Abadá – Blusão usado pelos homens africanos.
Abadô – Milho torrado
Abebé – Leque.
Abassa – Salão onde se realizam as cerimônias públicas do camdomblé, barracão.
Adé – Coroa.
Adie – Galinha.
Adupé = Dupé – Obrigado.
Afonja – É uma qualidade de Xangô.
Agbô – Carneiro.
Aguntam – Ovelha.
Ajeum – Comida.
Alabá – Título do sacerdote supremo no culto aos eguns.
Aledá – Porco.
Alaruê – Briga.
Alubaça – Cebola.
Axó – Roupa.
Axogum – Auxiliar do terreiro, geralmente importante na hierarquia da casa, encarregado de sacrificar os animais que fazem parte das oferendas aos orixás.

B

Baba – Pai.
Babaojê – Sacerdote do culto dos eguns; Ojé é o nome de todos iniciados no culto aos eguns.
Babassá – Irmão gêmeo.
Balê – Casa dos mortos.
Balé – Chefe de comunidade.
Beji – Orixá dos gêmeos.
Biyi – Nasceu aqui, agora.
Bô – Adorar.

C

Conguém – Galinha da Angola.
Cambaú – Cama.
Cafofo – Túmulo.
Caô – É um tipo de Xangô.
Catular – Cortar o cabelo com tesoura, preparando para o ritual de raspagem para iniciação no Candomblé.
Cutilagem – É o corte que se faz na cabeça do iniciado; é realizado para abrir o canal energético principal que o ser humano tem no corpo, exatamente no topo da cabeça,(no Ori), por onde vibra o axé dos Orixás para o interior de uma pessoa.

D

Dã – Orixá das correntes oriundas do Daomé.
Dara – Bom, agradável.
Dide – Levantar.
Dagô – Dê licança.
Dê – Chegar.
Dudu – Preto.

E

Edu – Carvão.
Eiyele – Pombo.
Elebó – Aquele que está de obrigação.
Eledá – Orixá guia.
Erú – Carrego; carga.
Equê – Mentira.
Esan – Vingança.
Emi – Vida
Enu – Boca
Eran – Carne
Ejó – Cobra.
Egun – Alma, espírito.
Epô – Azeite
Epô-pupa – Azeite de dendê
Eró – Segredo

F

Fá – Raspar
Fadaka – Prata
Filá – Gorro
Funfun – Branco
Fenukó – Beijar
Ferese – janela
Fo – Lavar
Fún – Dar
Farí – Raspar cabeça.

G

Ga – Alta, grande
Ge – Cortar
Gari – Farinha
Gururu – Pipoca

I

Ia – Mãe
Ia ia – Avó
Ialorixá – Mãe de santo (sacerdote de orixá)
Iban – Queixo
Idí – Ânus, nádega
Ibô – Mato
Ibó – Lugar de adoração
Ilê – Casa
Ibá – Colar, cheio de objetos ritualístico
Inã – Fogo
Ijexá – Nome de uma região da Nigéria e de um toque para os Orixás Oxum, Ogum e Oxala.
Ipadê – Reunião
Ida – Espada
Ida-oba – Espada do Rei
Ideruba – Fantasma
Idodo – Umbigo
Ifun – Intestino
Idunnu – Felicidade
Igi – Árvore
Ijo – Dança
Iku – Morte
Iyabasé – Cozinheira
Iyalaxé – Mãe do axé do terreiro

J

Jajá – Esteira
Jalè – Roubar
Ji – Acordar, roubar
Jeun – Comer
Jimi – Acorda-me
Joko – Sentar
Jade – Sair
Jagunjagun – Guerreiro, Soldado

K

Kà – Ler, contar
Kan – Azedo
Kekerê – Pequeno
Koró – Fel, amargo
Kòtò – Buraco
Kuru – Longe
Ko Dara – Ruim
Ku – Morrer
Kosi – Nada

L

Là – Abrir
Lê – Forte
Lile – Feroz, violento
Liló – Partir
Larin – Moderado
Ló – Ir
Lailai – Para sempre
Lowo – Rico
Lu – Furar
Lodê – Lado de fora, lá fora
Lodo – No rio
Lona – No caminho

M

Malu – Boi
Meje – Sete
Mun – Beber
Muló – Levar embora
Mojubá – Apresentando meu humilde respeito
Mo – Eu
Mí – Viver
Mejeji – Duas vezes
Mandinga – Feitiço
Maleme – Pedido de perdão
Mi-amiami – Farofa oferecida para exu
Modê – Cheguei

N

Ná – Gastar
Ní – Ter
Níbi – No lugar
Nítorí – Por que
Nu – Sumir
Najé – Prato feito com argila
Nipa – Sobre
Nipon – Grosso.

O

Obé – Faca
Obé fari – Navalha
Oberó – Alguidar
Obirim – Mulher, feminino
Ojiji – Sombra
Oju ona – Olho da rua, ( caminho )
Okó – Pênis
Omi – Água
Omi Dudu – Café preto
Otí – Álcool
Owo – Dinheiro
Oyin – Mel
Obá – Rei
Odé – Caçador
Orun – Céu
Ofá – Arco e flecha
Olorum – Deus
Ota e Okuta – Pedra
Odo – Rio
Obo – Vagina
Otin nibé – Cerveja
Otin Dudu – Vinho tinto
Otin fum-fum – Aguardente
Odê – Fora, rua
Olodê – Senhor da rua
Omo – filho, criança.
Ongé – Comida

P

Pá – Matar
Pada – Voltar
Padê – Encontrar
Paeja – Pescar
Peji – Altar
Pelebi – Pato
Pupa – Vermelho
Paki – Sala
Patapá – Burro
Pepelê – Banco

R

Rà – Comprar
Rere – Muito bem
Re – Ir
Rìn – Trabalhar
Rí – Ver
Ronu – Pensar
Roboto – Redondo

S

Sanro – Gordo
Sare – Rápido, correr
Sínun – Dentro
Sise – Trabalho
Sun – Dormir
Sarapebé – Mensageiro
Sòrò – Falar
Si Ori – Abrir a Cabeça

T

Tata – Gafanhoto
Tèmi – Meu, minha
Toto – Atenção
Titun – Novo
Tóbi – Grande, maior
Tàbá – Tabaco, fumo
Tete – Aplicado
Tanã – Vela, lâmpada
Tún – Retorno
Taya – Esposa
Tutu – Frio, gelado

W

Wa – Nosso
Wèrè – Louco
Wúrà – Ouro
Wu – Desenterrar
Wun ni – Gostar
Wakati – Hora
Wara – Leite

X

Xaorô – Tornozeleira de palha da costa usada durante o recolhimento para o processo de iniciação.
Xarará – Instrumento simbólico do Orixá Obaluaiyê
Xê – Fazer
Xirê – Festa, brincadeira

Y

Yàgó – Licença
Yan – Torrar
Yaro – Ficar aleijado
Yiyan – Assado
Yonrin – Areia
Yama – Oeste
Yara-ypejo – Sala

Créditos a www.ocandomble.wordpress.com